Sobre Renato Isquierdo

Renato Isquierdo faleceu de covid-19, aos 33 anos no dia 29/03/2021. Ele nasceu em Guaíba no Hospital Livramento, dia 19 de Novembro de 1984. Tem um irmão Eduardo Lacerda Isquierdo. Estudou na escola Darcy Berbigier. Seus hobbies eram tocar violão, jogar xadrez, ler, escrever poemas e cantar no coral. Renato era esposo de Josiane Couto e pai da Manuella Couto Isquierdo. Era formado em Letras pela ULBRA e especialista em Ensino de Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica pela PUCRS. Além disso, foi estudante de Escrita Criativa da PUCRS. Renato lecionava Língua Portuguesa e Literatura no colégio Estadual Augusto Meyer, localizado em Guaíba. Desde a adolescência, ele escrevia poemas carregados de sentimentos e era conhecido como um poeta que “escrevia com a alma”. Renato participou de inúmeras antologias poéticas e, em 2018, lançou um livro de poemas “As Aves Solitárias da Poesia”, pela editora Sob Medida e, em 2019, lançou a obra infantil “O Velho e a Bola” e deixou uma obra literária para ser publicada.

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Renato era alegria em estado puro. Gostava de flores. De cores. Ansiava e corria por amores. Renato era carinhoso com as palavras, gostava de gente, de bicho, de livro, de ensinar. Era todo poeta, gostava de música, de canto, de declamar. Renato espalhava toda sua alegria por aí, espalhava também sonhos, cultivava desejos. Inspirou sonhos, vontades e risos e ainda vem inspirando com todas as lembranças que ficam. Renato era leveza e tudo que ele plantou continua florindo, o riso leve, os dias de força, a poesia. Renato era poeta, mas também era poema e ele nos fazia viver, fazia sentir. Ainda faz.

Daniele Kipper e Marga Ribeiro

Ah! o Renato, meu conterrâneo de rio e de cidade... Foi uma amizade que a literatura me deu. Era o Renato a delicadeza em pessoa, por isso um educador nato: pródigo em sorriso, pródigo em fazer e manter amizades, esbanjador de escrita. Era ele quem escrevia sempre, para além das metáforas – ora letra de música (que ele mesmo compunha), ora poesia e ora os infantis. Era ele a pureza do gesto que o fazia um fio d’água, algo quase infantil, no que isso tem de mais vital e necessário à vida. Preferia a leveza ao peso, devoto de Cecília Meireles. Não há como não lembrar de sua fala, como quem fala com as mãos nas nossas mãos. E apesar de tudo, foi um guerreiro, lutando entre as vicissitudes mundanas e o sonho. O Renato rezava sobre a vida. Conosco ficam os dois livros que deixou (e os tantos inéditos, que escreveu até o apagar dos olhos). De nós todos, parte esta homenagem. 

 

Prof. Altair Martins